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A ferramenta certa para o trabalho

Alguns modelos de unidades compressoras vêm com uma porca de fixação (figura 1) na descarga da unidade compressora. Esta porca além de fixar o rolamento serve também para ajuste da folga dos rotores, mas não é sobre isto que venho tratar neste artigo.

Quando vamos trabalhar com este tipo de porca, normalmente, utilizamos uma ferramenta chamada chave de gancho (figura 2), mas na maioria das unidades compressores esta porca encontra-se numa posição que esta chave não consegue entrar. Nestes casos podemos utilizar dois tipos de ferramentas a primeira é a chave de garra, também conhecida como chave para porca de fixação (figura 3) ou um soquete de porca de fixação (figura 4).

 

Estou abordando este tipo de erro pois já recebemos duas unidades compressoras (figura 5) com ruído que haviam sido revisadas há menos de 3000 horas. Constatamos que tinham retirado/montado a porca de fixação com uma ferramenta incorreta, um punção e/ou outro tipo de ferramenta. Isso causa desbalanceamento da unidade compressora, que se acentua em altas rotações, diminuindo a vida útil do rolamento e, em alguns casos, pode danificar os rotores e/ou a carcaça da unidade compressora. Também fica prejudicado o ajuste da folga, já que não há controle preciso na fixação da porca.

Unidade compressora com porca de fixação danificada

5. Unidade compressora com porca de fixação danificada

A utilização de uma ferramenta incorreta também traz outros prejuízos ao operador/cliente, dentre eles:

  • Riscos para a segurança do operador
  • Maior tempo para execução do serviço
  • Diminuição da vida útil da ferramenta
  • Serviço mal executado
  • Má impressão ao cliente

 

Lembrando que no campo, muitas vezes, não temos todas as ferramentas disponíveis para execução do serviço e acabamos improvisando. Por exemplo, quando não temos a chave fixa do tamanho correto para soltar uma mangueira e acabamos utilizando um grifo para o serviço, causando pequenos danos à conexão da mangueira, mas não ao funcionamento da mesma e do equipamento. Além da questão estética, neste caso, não vejo problema na improvisação da ferramenta, desde que não se comprometa a saúde do operador e o funcionamento correto do equipamento.

Outro ponto importante é o uso correto da ferramenta. É muito comum o operador estar com a ferramenta certa, mas utilizando de forma incorreta ou ineficiente, mas isso fica para outros artigos.